segunda-feira, 20 de maio de 2013

Singapura, ou eu do outro lado do mundo

No domingo do dia das mães acordamos com aquela sensação de suspense que antecede a realização de grandes jornadas. Afinal, naquela noite cruzaríamos o globo! Nosso roteiro pelo sudeste asiático, cuidadosamente preparado pelo papai, começaria por aquela que tradicionalmente é a melhor porta de entrada para a Ásia: Singapura!

Não foi fácil chegar até aqui. Vimos o sol nascer e se pôr duas vezes da janela do avião, e nada de chegar! Foram 14 horas de vôo até o Qatar e depois mais sete horas até Singapura, mas felizmente o serviço da Qatar Airways compensou o cansaço - tínhamos até sorvete Haagen Dazs à vontade!



Dá para acreditar que isso tudo é o aeroporto?

Ao desembarcamos no aeroporto Changi, em Singapura, entendemos porque ele é considerado o melhor do mundo. O lugar onde ficam as esteiras da bagagem parece um saguão de hotel de luxo, não há filas em nenhum lugar, o acesso à internet é gratuito, e há uma infinidade de lojas, restaurantes e atividades para crianças.

Merlion, símbolo do país

Singapura é tudo aquilo que o Brasil algum dia poderia ser: uma nação plenamente desenvolvida nos trópicos, no calor da linha do Equador. Tudo funciona por aqui, e apesar de estarmos num dos locais mais seguros do mundo não vimos nenhum policial nas ruas. Isso mesmo, em todos os nossos dias por aqui não vimos NENHUM policial, NENHUMA viatura. E mesmo assim não há crimes. E quanta planta! Nunca havia estado em um local tão verde e arborizado. Apesar dos arranha-céus, a cidade tem um casamento perfeito de arquitetura e ecologia. Vimos árvores tropicais enormes até no alto dos prédios.

Orchard Road: uma quinta avenida "tropical"

Não cansaria de elogiar a eficiência de Singapura, mas sem dúvida a alma da cidade é a sua diversidade cultural. Um pouco de cada lugar da Ásia se encontra aqui! Por isso nosso primeiro dia, após a adaptação inicial à diferença de 11 horas de fuso horário, foi dedicado à Singapura "étnica".




Começamos por Chinatown, onde visitamos o seu mais importante templo taoísta: Thian Hock Keng. Olha, foi difícil acostumar com o calor que beira o insuportável. Fiquei suado o dia inteiro! Mas o sol não me impediu de correr pelas ruas de comércio do bairro chinês, e mamãe e vovó logo compraram um sorvete para eu me refrescar. A próxima parada foi já num templo hindu, Sri Mariamann Temple. Nunca imaginei conhecer numa mesma manhã um templo taoísta, depois um hindu... e pouco mais tarde uma mesquita no Arab Quarter!



Sultan Mosque, com sua enorme cúpula dourada


Minhas estripulias no tapete da mesquita

À tarde, com o calor ainda inclemente, fomos para Little India, o simpático bairro indiano. Trata-se de uma mini-Índia, talvez menos barulhenta e confusa mas não menos autêntica. Corri pelos infindáveis corredores do Mustafa Centre, uma enorme loja como mamãe nunca havia visto igual. São andares e mais andares e corredores e mais corredores onde se vende de tudo, desde bugigangas eletrônicas e roupas até os mais variados e exóticos itens de supermercado.

Todo mundo suado passeando pelas ruas de Little India
Ufa! Conhecemos muitos lugares no nosso primeiro dia, e aprendi muita coisa sobre as religiões orientais. Mas o final do dia ainda nos reservaria uma enorme atração: um tour de barco pelo rio Singapura, até a região da marina com uma vista formidável da skyline da cidade e do Marina Bay Sands, um dos seus mais famosos cartões-postais. Há restaurantes na beira do rio por todo o trajeto, não consigo lembrar de nenhuma outra cidade parecida. Embarcamos na região do Clarke Quay, um lindo píer com dezenas de restaurantes coloridos e bares bem agitados.



Mais tarde escreverei mais um pouco sobre esta cidade pela qual já me apaixonei. Vocês não imaginam como estou feliz viajando com o papai, mamãe, vovô e vovó. Beijos do outro lado do mundo!

3 comentários:

  1. Felipão!!!

    Quem bom que vc esta de volta com suas histórias pelo Mundo!!! Estava com saudades do meu escritor predileto... - o ler suas aventuras me lembrei dos casos de sherlock holmes, Indiana Jones.... ;-)

    Algumas explicações foram bastante satisfatórias... pois achava que nas suas fotos estava China!!

    Meu mimadinho, será que é possivel de si imaginar o que passa nesta cabecinha cheia de perguntas e oportunidades únicas de se viver, e tão novo....?

    O futuro estará ai para nos mostrar os frutos que estão sendo plantados!!

    Um cheiro no cê!!

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  2. Felipinho, que calor!!!!
    Você e a vovó estão banhados em suor.
    Adorei ler suas histórias, ninguém nunca rolou pelos tapetes de uma mesquisa, só você.
    Aproveite muito e continue escrevendo.
    Te amo, titia Ana!

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  3. As fotos ficaram muito boas e o Felipe não deixa dúvidas: ele é o que mais está aproveitando o passeio!

    Beijos do tio Marcelo e da Tia Flavinha

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