quarta-feira, 22 de maio de 2013

Passear e rezar em Bali

Eram muitas as nossas expectativas  antes de chegar em Bali.  Se pudéssemos escolher apenas uma adjetivo, seria exótica. Mas também poderia ser única, e certamente inesquecível. Seja qual for a sua expectativa, não há como não se surpreender com o que você vai ver. O contato com o mundo dos deuses hindus começa já no desembarque!


Bali não é um país, já que pertence à Indonésia, mas é um local com identidade e cultura tão fortes e diferentes do restante das ilhas vizinhas que bem poderia ser independente. A começar pela religião: Bali é um nirvana hindu em meio à um universo mulçumano.

Dizem que a qualidade da sua experiência em Bali depende fundamentalmente do local escolhido para ficar. Por isso fugimos da caótica capital e escolhemos os arrozais do coração cultural da ilha: a charmosa vila de Ubud. Ficamos hospedados numa casa que mais parecia uma mansão de cinema de tão grande! Caberia com folga os meus tios e tias. Quem sabe da próxima vez? Nunca fomos tratados com tanta simpatia. Toda a equipe de funcionários não se cansava de perguntar como estávamos, sempre com um sorriso no rosto. Na primeira noite não poderíamos perder uma performance de dança típica balinesa.




 


Não dava vontade de sair da Villa Aghung, mas tínhamos que conhecer o restante da ilha. Então vai a segunda regra da visita à Bali: lembre-se que a ilha é parada. Não há mobilidade urbana. Leva-se cerca de 1 hora para percorrer 20km, tamanha a bagunça do trânsito e a quantidade de motocicletas. Todos por aqui a tem, e no interior é comum ver crianças de 10 anos pilotando! Bicicletas, apenas para os turistas.

Deixamos o primeiro dia para conhecer as praias, que ficam ao sul. Bali é conhecida como uma meca para os surfistas. Escolhemos a praia de Nusa Dua, que ainda permite o banho já que o mar é bem calmo por aqui. Após papai, mamãe e vovô tomarem a sua Bitang gelada fomos para o templo de Tanah Lot, talvez o mais fotografado da ilha. É impressionante vê-lo isolado do restante da costa, encravado numa ilhota de pedra só acessível na maré baixa. Não tão longe fica Seminyak, a parte mais sofisticada do litoral onde assistimos ao pôr-do-sol tomando drinks no Ku-De-Tá, point do agito balinês. E como eu agitei! Fui para o meio da pista de dança improvisada no jardim e arrasei!










Na manhã seguinte, enquanto descansávamos no nosso oásis de tranquilidade e paz, papai e vovô partiram para uma aventura de bicicleta pelo interior da ilha. Este é um passeio imperdível: pedalar pelas ruelas das pequenas vilas rurais, conhecendo em detalhes como as divindades hindus e a cultura do arroz permeia a vida dos balineses em todos os seus aspectos. Certamente a ilha é pobre, mas aqui fica claro como a felicidade da população pode ser bem diferente da sua riqueza. A tarde foi reservada para passear por Ubud: tomar um café em frente ao templo Pura Saraswati, com seu lindo lago com flores de lótus, é uma visita obrigatória.








Quantas impressões destes primeiros dias em Bali! Vou dormir ainda pensando nas estátuas de dragões e seres mitológicos que vejo em cada canto da ilha. Beijos do outro lado do mundo!


3 comentários:

  1. Felipão,

    Que fotos lindas!! Difícil dizer qual é mais bonita...

    Fiquei surpreso em saber que seu Pai sabe andar de bicicleta!! Será que ele vai andar conosco aqui do outro lado do mundo....? ;-)

    Saudades!!

    PS: Gostei muito dessa última foto!! Seu rostinho é impagável!

    ResponderExcluir
  2. Felipe, você tem ido em locais impressionantes! Essas plantações de arroz são muito características, vemos sempre algo parecido nos filmes!

    Continue aproveitando bastante e mande beijos para todos!

    Tio Marcelo e tia Flavinha

    ResponderExcluir
  3. Felipe as fotos estão lindas e o lugar vc tem que rezar e agradecer a Deus essa oportunidade. O vovo Evilazio adoraria estar ai e ver essas plantações de arroz tão antigas!
    Que bom ver vc tão feliz junto do papai mamãe e avos maravilhosos.Mil beijos
    Vovo Gracinha

    ResponderExcluir