quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Seychelles: o paraíso é aqui

Perdida no meio do oceano índico, Seychelles corresponde ao idílico sonho do paraíso perdido. Sabem aquelas praias que você vê no fundo de tela dos computadores? Pois é, elas estão bem aqui. Uma delas, em particular, já recebeu diversas vezes o título de mais bela do planeta - a magnífica Anse Source D'argent, na ilha de La Digue. Não é difícil fazer fotos por aqui, já que tudo parece saído de um cartão postal.

Seychelles vistas de cima, ainda do avião

O simpático e pequeno aeroporto

Depois de mais quatro horas e meia de vôo, chegamos no bucólico aeroporto de Vitória, capital do país e situada na ilha principal, chamada Mahe. Seychelles, cujo nome homenageia um antigo ministro das finanças do rei francês Luis XV, tem tantas matizes quanto à sua colorida bandeira: da influência francesa que nomeia as principais praias à influência inglesa que norteia a direção (a mão aqui é inglesa), dos sofisticados e caríssimos resorts de luxo às simpáticas e acessíveis pousadas do tipo self-catering. Sim, este paraíso não é tão inacessível como costumamos pensar.

Drink de boas vindas
Nossa pousada

No aeroporto já havia alguém nos esperando, de onde fomos até a pousada Hanneman Holiday Residence situada do outro lado da ilha, na praia de Beau Valon. O proprietário (um alemão chamado Hubert) e a sua equipe nos fizeram sentir em casa: cuidaram de cada detalhe da nossa estadia, desde o aluguel do carro até dicas sobre passeios. Deixaram não só o berço como até brinquedos de praia para mim! Ocupamos um apartamento duplo, com dois quartos, cozinha completa, sala de estar e varanda. Fomos recebidos com um suco natural de boas vindas e ainda nesta mesma tarde fomos para a praia curtir o pôr-do-sol e um dos mais inesquecíveis jantares da viagem, no restaurante La Plage bem de frente para a areia e o mar. Estamos mesmo ficando mal-acostumados com o alto custo de vida em Brasília: como pode um jantar em pleno oceano índico ter o mesmo preço que um em restaurante da moda na nossa cidade?


Caminho até a praia, que ficava a cerca de 10 minutos da pousada

A água do oceano índico é quentinha!!



Muito peixe e frutos do mar no restaurante La Plague

Eu e o vovô curtindo o pôr-do-sol na praia do nosso hotel, Beau Valon
No dia seguinte, já refeitos do jet-lag causado pela diferença de fuso-horário e duas noites mal-dormidas em aeroportos e aviões, acordamos cedo para conhecer a ilha. Alugamos um carro e cheios de coragem fomos passear dirigindo como ingleses. Uma dica: se algum dia vocês forem alugar um carro em país com mão inglesa, paguem um pouco a mais e fiquem com um automático. Passar marcha com o braço esquerdo não dá... e dar seta com a mão direita então? Mas se fossem apenas estes os desafios estaria tudo bem. Dirigir em Seychelles é uma aventura! As pistas são todas estreitas, não há nenhum acostamento, as chuvas são imprevisíveis e e há valas para escoamento de água nas laterais do asfalto que tranquilamente engoliriam uma roda do carro. Mas felizmente escapamos incólumes, e sem dúvida o carro é a melhor opção para conhecer com liberdade o que a ilha tem de melhor - as praias.

Yêva, a pequena russa que fiz amizade, nossa vizinha de quarto: a língua não foi dificuldade para brincarmos juntos!
Ué papai, o lado não está errado?


Vista do alto da montanha que atravessamos para chegarmos ao outro lado da ilha




Seguindo as dicas do Mr. Hubert, fomos para Port Glaud e então para as praias de Anse Louis e Anse Soleil, esta última talvez a mais linda da ilha principal. Fazia bastante sol e os banhos foram ótimos, mas sempre com cuidado porque por aqui o mar puxa bastante. Almoçamos no restaurante Maria's Rock Cafeteria, onde nós mesmos preparávamos na pedra os nossos peixes e camarões grelhados. Mas vovô Manoel não resistiu e ainda se esbaldou com mais um peixe no restaurante Anse Soleil Cafeteria, bem de frente para a mesma praia.

Eu, papai, mamãe e vovô


Sim, o paraíso é aqui!

Preparando nosso almoço na pedra
O tempo passa depressa quando fazemos tantas coisas boas e inesquecíveis. De repente o sol já estava prestes a se por, e meio que de forma não planejada fomos premiados com um dos mais maravilhosos espetáculos da viagem. Na praia de Anse Takamaka o sol coloriu de vermelho e laranja o mar e a areia, criando um verdadeiro espetáculo de cores ao desaparecer no horizonte.






Voltamos para a pousada extasiados com tantas imagens maravilhosas, não sem antes nos perdermos no caminho de volta... mas os seycheloás são tão prestativos que bastou pararmos e pegarmos o mapa para uma boa alma aparecer e nos acudir mostrando o caminho correto. É, as primeiras impressões de Seychelles superaram o que esperávamos. E tinha ainda muito mais por vir!













2 comentários:

  1. Estou encantada com as maravilhas vividas por vocês nesta viagem!
    Porém o que mais me emocionou ao ler as mensagens foi sentir muito de perto as reações do Felipe. Parecia até que estava ali, junto, párticipando de todos aqueles acntecimentos.
    Que lindo! O relacionamento do vovô e do netinho, naquelas fotos, mais parece de anjos do que humanos.
    Que Deus esteja sempre com vocês.
    Beijos!
    Vovó Ana

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  2. Marcio acho que vou te contratar pra fazer os posts la do meu blog!! Estou encantada como vc descreveu este lugar. Paradisiaco! Boa viagem pra turma toda. Beijo na Cris e Felipe

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