No dia seguinte, papai, mamãe e vovô acordaram ainda de madrugada com o objetivo de conhecerem as ilhas de
Praslin e
La Digue, distantes algumas dezenas de quilômetros da ilha principal. Ainda bem que eu e vovó ficamos, pois papai viu um bocado de gente mareada na viagem de barco de pouco mais de 40 minutos.
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| Papai e mamãe no barco lotado de turistas japoneses |
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| Arco-íris sobre a ilha Mahe |
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| Chegada em Praslin com o mar de tons verdes e azuis |
Chegando na ilha de
Praslin, eles trocaram de barco e seguiram para a pequena ilha de
La Digue, numa travessia de apenas quinze minutos. Das três ilhas,
La Digue é a menor e mais bucólica: até alguns anos atrás nem carros havia. E logo eles entraram no clima: seguiram de
ox-car (o nosso carro-de-boi) até uma plantação de baunilha! Isso mesmo, Seychelles é um dos poucos lugares do mundo onde encontramos a baunilha na sua forma natural. Vovó Carmem adorou os pequenos ramos que vovô trouxe para ela de presente. Ali também assistiram uma detalhada explicação sobre como os côcos nativos são aproveitados pelos habitantes da ilha: assim como a nossa carnaúba, lá os coqueiros também são chamados de "árvores da vida" já que tudo neles é aproveitado.
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| Côcos, muitos côcos!! |
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| Ramos de baunilha sendo vendidos como souvenirs |
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| Tartarugas gigantes em La Digue - a mais velha tinha 200 anos |
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| O ox-car no qual papai e mamãe passearam, que eu chamo de "caú-múuuu..." |
Sabem aquela praia perfeita que sonhamos quando estamos no meio do estresse do trabalho, ou numa tarde chuvosa em Brasília? Ela existe e está bem aqui: a mundialmente famosa
Anse Source D'argent. Esta pequena praia é muito mais do que um sonho - papai e mamãe sentiram-se dentro de uma pintura tamanha era a beleza do lugar. Emoldurada pelos gigantescos blocos de granito, tudo ali parece haver sido meticulosamente planejado pela natureza: a areia branquíssima, o mar verde e azul quase sem ondas, a água morna e transparente com peixes tropicais, o sol e o céu azul quase sem nuvens. Ah, como papai, mamãe e vovô ficaram com saudades...
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| Papai e mamãe na tenda utilizada para celebração de casamentos em plena praia |
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| Olha a felicidade do vovô! |
Após um delicioso almoço com comida
creola já em
Praslin (como eles adoram
curry!), vovô conheceu o que tanto sonhara: o parque nacional
Vallée de Mai, reserva do coco-do-mar. Numa área de densa floresta tropical cresce o maior côco do mundo, que só existe por aqui. Juntamente com o papagaio-negro, ele é talvez o principal símbolo do país (até o carimbo no passaporte tem as suas formas). Mas hoje em dia ninguém mais come este côco gigante, e ele é tão protegido que para sair do país com um deles você precisa de um certificado de origem e a disposição para pagar mais de 200 euros.
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| Como ele é pesado! Imaginem se cai do coqueiro na cabeça de alguém... |
Este dia mágico terminou na praia de
Anse Lazio, outra frequentadora da top 10 das praias mais lindas do mundo. Ali todos brindaram ao passeio e às lembranças daqueles lugares maravilhosos com a típica cerveja local,
SeyBrew.
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| Praia de Anse Lazio em Praslin |
Mas vocês se enganam se acham que também não aproveitei o meu dia! Eu e vovó nos aventuramos pelas ruas e mercados da pequena Vitória. Desbravamos juntos o comércio local e ainda terminamos o dia com um delicioso banho na praia de
Beau Vallon.
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| Com a famosa réplica do Big Ben ao fundo, bem no centro de Vitória |
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| Nunca vi tanto peixe como no interessante mercado municipal! |
Papai, mamãe e vovô chegaram já no escuro, e debaixo de uma chuva de canivetes. Mas nem a chuva atrapalhou o nosso último jantar em Seychelles, deliciosamente preparado pela equipe do nosso hotel. Na beira da piscina comemos um peixe enorme com vinho e muitas histórias deste lugar que já estava deixando tantas saudades. No dia seguinte, bem cedo, partiríamos para Dubai onde nossas aventuras continuariam.
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| Fechamos com chave de ouro nosso passeio em Seychelles |
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