Quando o vovô Manoel disse, tomando vinho na nossa varanda há alguns meses atrás, que sonhava em correr a maratona de Tóquio em 2014, a mamãe já tinha certeza de que não só ele correria como iríamos todos juntos. Afinal, conhecer o Japão era seu sonho de infância e não seria difícil convencer o papai de uma aventura como essa. Seu prognóstico foi infalível: dia 15 de fevereiro estávamos de malas prontas, rumo à terra do sol nascente!
A jornada foi longa, mas a excitação era tamanha que adoramos parar em Miami e depois em Los Angeles, de onde finalmente partiu nosso vôo para Tóquio. A viagem tem algumas peculiaridades: além das 12 horas de fuso horário a mais que o horário de Brasília, atravessamos a linha internacional da data. No nosso caso, então, saímos dos Estados Unidos num domingo de manhã e chegamos no Japão na segunda-feira no final da tarde, após um vôo de 12 horas - ou seja, perdemos um dia (que ganharemos na volta). E a rota não é em linha reta, mas sim próxima ao pólo - o avião vai margeando o Alasca e o Ártico.
Desembarcar em Tóquio é como chegar em outro planeta. Vamos começar pelos japoneses: apesar da maioria não falar inglês, eles são incansáveis em tentar ajudar alguém perdido (e por aqui há muitos turistas perdidos). Até os guardas de trânsito com suas luvas brancas estão sempre sorrindo! No aeroporto por onde chegamos, Narita, percebemos logo que por aqui também não há lugar vazio. Tudo é lotado, e quando andamos pelas ruas é como se estivéssemos saindo de alguma grande final da copa do mundo. Multidões e mais multidões sempre estão nos acompanhando para onde quer que fôssemos, seja noite ou dia, chova, neve ou faça sol. Ah, e mais uma dica: o metrô daqui é o mais extenso do planeta, e as estações são verdadeiros shoppings. Não adianta apenas conhecer a linha que devemos pegar, mas também a saída da estação. A do nosso hotel, por exemplo, tinha mais de setenta saídas diferentes.
Por falar em neve, pouco antes de chegarmos uma verdadeira nevasca atingiu Tóquio. Adorei brincar na neve que ainda estava acumulada nos cantos das calçadas! Como o frio ainda está intenso (temperaturas próximas do zero), leva-se semanas até que a neve derreta por completo. Precisa falar que mamãe está adorando?
Ainda na primeira noite, encontramos nosso guia e anfitrião. Marquinhos, velho amigo de infância do papai e morador de Tóquio há 10 anos, nos acompanhou durante toda esta semana. Imaginem que ele tirou férias para ficar com a gente! Fizemos todos os passeios juntos, e se não fosse por seu apoio não conheceríamos metade do que a gente viu. Fora os pequenos segredos e dicas especiais, que nenhum livro de turismo traz. Por exemplo: a vida da mamãe mudou depois que ela foi apresentada ao "kairo", um aquecedor descartável de mãos e pés que funciona por horas e é muito vendido por aqui.
Nesta viagem tivemos um pouco mais de jet lag, mas foi bom porque estamos acordando bem cedo todos os dias e aproveitando bastante! Depois vou contar dos passeios sensacionais que estamos fazendo por aqui. Beijos com saudades para todos!
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| Ainda em LA, nossa aventura rumo ao Japão começava |
A jornada foi longa, mas a excitação era tamanha que adoramos parar em Miami e depois em Los Angeles, de onde finalmente partiu nosso vôo para Tóquio. A viagem tem algumas peculiaridades: além das 12 horas de fuso horário a mais que o horário de Brasília, atravessamos a linha internacional da data. No nosso caso, então, saímos dos Estados Unidos num domingo de manhã e chegamos no Japão na segunda-feira no final da tarde, após um vôo de 12 horas - ou seja, perdemos um dia (que ganharemos na volta). E a rota não é em linha reta, mas sim próxima ao pólo - o avião vai margeando o Alasca e o Ártico.
Desembarcar em Tóquio é como chegar em outro planeta. Vamos começar pelos japoneses: apesar da maioria não falar inglês, eles são incansáveis em tentar ajudar alguém perdido (e por aqui há muitos turistas perdidos). Até os guardas de trânsito com suas luvas brancas estão sempre sorrindo! No aeroporto por onde chegamos, Narita, percebemos logo que por aqui também não há lugar vazio. Tudo é lotado, e quando andamos pelas ruas é como se estivéssemos saindo de alguma grande final da copa do mundo. Multidões e mais multidões sempre estão nos acompanhando para onde quer que fôssemos, seja noite ou dia, chova, neve ou faça sol. Ah, e mais uma dica: o metrô daqui é o mais extenso do planeta, e as estações são verdadeiros shoppings. Não adianta apenas conhecer a linha que devemos pegar, mas também a saída da estação. A do nosso hotel, por exemplo, tinha mais de setenta saídas diferentes.
Por falar em neve, pouco antes de chegarmos uma verdadeira nevasca atingiu Tóquio. Adorei brincar na neve que ainda estava acumulada nos cantos das calçadas! Como o frio ainda está intenso (temperaturas próximas do zero), leva-se semanas até que a neve derreta por completo. Precisa falar que mamãe está adorando?
Ainda na primeira noite, encontramos nosso guia e anfitrião. Marquinhos, velho amigo de infância do papai e morador de Tóquio há 10 anos, nos acompanhou durante toda esta semana. Imaginem que ele tirou férias para ficar com a gente! Fizemos todos os passeios juntos, e se não fosse por seu apoio não conheceríamos metade do que a gente viu. Fora os pequenos segredos e dicas especiais, que nenhum livro de turismo traz. Por exemplo: a vida da mamãe mudou depois que ela foi apresentada ao "kairo", um aquecedor descartável de mãos e pés que funciona por horas e é muito vendido por aqui.
Nesta viagem tivemos um pouco mais de jet lag, mas foi bom porque estamos acordando bem cedo todos os dias e aproveitando bastante! Depois vou contar dos passeios sensacionais que estamos fazendo por aqui. Beijos com saudades para todos!








Ixi, já vi que vão ter muitas histórias na volta! Quero saber todas, Felipinho!!!! Estou morrendo de saudades! Beijos!
ResponderExcluirO Felipe ensacado no carrinho tá muito engraçado e, pela carinha dele, não foi só eu que achei engraçado!!! Beijos em todos!!!
ResponderExcluirSaudades!!
Tio Marcelo e tia Flavinha