Vovó Gracinha disse que eu cheguei muito cedo na idade do "por quê". Agora quero explicação para tudo: por que o carro pára, por que o céu é azul, por que está na hora de dormir. E vocês acham que eu não presto atenção nas respostas? Bastou mamãe me mostrar uma vez seu antigo colégio para que sempre que passássemos em frente eu a lembrasse: "mamãe estudou aqui?"
Andando pelas ruas de Juiz de Fora, novas dúvidas me perseguem. Sinto uma profusão de cheiros diferentes, em meio às padarias, mercearias e perfumarias. "Papai, que cheiro é esse?", pergunto a cada novo aroma. Fomos até a área da universidade para eu manter a forma com minhas corridas, e adorei o cheiro do bosque!
Na quinta à noite fui na casa da tia Larissa brincar com a Bibi, minha prima que vai fazer quatro aninhos. Tive, à porta do banheiro, um inesquecível diálogo com ela - tão inocente quanto conciso: "Bibi, eu sei limpar. Você quer que eu limpe você?" Ao que ela educadamente respondeu: "não, obrigado, senão você vai sujar sua mão". Não sei por que todo mundo riu da nossa espontaneidade!
Aproveitei bem estes meus últimos dias na casa da vovó. Andei de ônibus, fui à praças e fontes, comi muita "pococa", brinquei no parque de diversões e subi num tanque de guerra de verdade!











Felipe, continue sempre perguntando o porquê das coisas que sempre terão pessoas para lhe responder. Se o papai e a mamãe não lhe responderem, pergunte para mim, viu?
ResponderExcluirBeijos, da titia Ana que está morrendo de saudades. Volte logo!
PS.: O papai esqueceu o barbeador em Brasília?