terça-feira, 3 de abril de 2012

Águas do Mississipi

Não imaginava que cair na estrada, desbravando o interior dos Estados Unidos, seria tão legal. Começamos muito bem, pois papai teve um bom upgrade na locadora de automóveis: saímos com um chrysler 300 com motor V6, bancos de couro e aquecidos! Com este carrão percorremos quase 300km entre Chicago e a pequena cidade de Galena, nosso destino final. No entanto, a distância pareceu até menor com tanta novidade pelo caminho. A paisagem de névoa e final de inverno, as enormes highways e os oasis com suas infinitudes de opções de lanches a cada dezena de quilômetros - era tudo novo e interessante!





Vocês devem estar se perguntando como e por que escolhemos Galena. Bem, na verdade a decisão não foi bem minha né? Galena tem pouco mais de 3.000 habitantes e uma história que remonta o século XVIII. Foi lar de um dos maiores presidentes americanos (o general Grant) e teve importante papel no final da guerra civil daquele país. Há algumas décadas teve um boom turístico, sendo eleita uma das pequenas cidades mais charmosas dos Estados Unidos. Andar pela sua Main Street, com um monte de lojinhas de antiguidades, cafés e restaurantes é como voltar no tempo!







Para entrar no clima de verdade da cidade, só mesmo ficando num B&B (Bed and Breakfast). E foi o que fizemos, não sem alguma dificuldade para encontrar uma casa que aceitasse crianças. Felizmente achamos a Belle Aire Mansion, uma casa do século XIX cujos simpáticos proprietários eram dois velhinhos (Lourraine e Jan). Lá ocupamos um quarto onde cabia todo mundo: eu, papai, mamãe e vovó Gracinha. Fiquei impressionado como os dois velhinhos trabalhavam, e sem nenhum funcionário para ajudá-los na limpeza e preparo do café da manhã! Gostei particularmente do "tatô" vermelho que enfeitava uma das prateleiras da sala de estar, todo dia pedia para brincar com ele. E não quebrei nada viu?

Eu, vovó e o "tatô" vermelho

A casa que ficamos
No sábado, sem nenhum planejamento prévio, pegamos o carro e fomos até o vizinho estado de Iowa, cruzando o rio Mississipi. Este rio é para eles o que o São Francisco é para a gente! Ali enfrentamos as mais baixas temperaturas da viagem, abaixo de zero grau. Mas valeu muito a pena conhecer a pequena cidade de Dubuque.






No final da tarde, já de volta para Galena, ainda passeamos pelo parque Grant. Lá corri bastante, brinquei de balanço e ainda fiz algumas amizades! Lógico que não podíamos deixar de passar no enorme Wal-Mart que ficava perto da nossa casa.












Na manhã de domingo, véspera da nossa viagem de volta, ainda fomos até a casa que pertenceu ao presidente Grant no século XIX. Todos os seus móveis e decoração são originais da época. Corri tanto na grama molhada que encharquei o meu tênis e minha calça! Não demoramos para voltar, pois mamãe, papai e vovó ainda teriam que fazer mágica para colocar toda a nossa bagagem no carro.




Na casa do presidente
Foi uma viagem inesquecível! Agradeço muito ao papai e à mamãe por haverem me levado em tantos lugares maravilhosos, e à vovó Gracinha por todo o carinho e companhia. Mas já estava com saudades da vovó Carmem, vovô Manoel e vovô Evilázio e de todos os meus tios e primos! Ah, e da minha comidinha também!...

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