sexta-feira, 21 de maio de 2010

Muito frio em Visconde de Mauá

Olha, eu sou pequenininho mas já tenho sangue de aventureiro! Foi uma verdadeira aventura a viagem de Juiz de Fora até a região montanhosa de Visconde de Mauá. Ainda enquanto preparava o roteiro, o papai leu que a estrada até o nosso destino "provavelmente" estaria toda asfaltada até o início de 2010. Mas estamos no Brasil, ou o senhor se esqueceu papai? Resultado: os 30km finais da viagem, numa pista de terra batida mais esburacada que queijo suiço, pareciam mais 300km. Felizmente a paisagem deslumbrante compensava o esforço: a subida da serra da Mantiqueira é linda, chegamos a mais de 1400m de altura e o pico de Agulhas Negras estava bem ali pertinho.









Recompensa ainda maior tivemos ao chegar na nossa pousada. Um charmoso chalé duplo bem no alto da serra, com direito à lareira e cobertores aquecidos para enfrentar o frio congelante que já imperava após as quatro da tarde. O nome da pousada - casa bonita - não é à toa. Jardins extremamente bem cuidados, caminhos cercados de hortências e violetas e muito bom-gosto na decoração dos quartos e da recepção aos pés do rio preto, onde todas as manhãs tomávamos um café reforçado!











A região é composta por três vilas muito próximas: Maromba, onde ficava o nosso hotel, Maringá, dividida ao meio pelo Rio Preto numa metade mineira e outra carioca, e Visconde de Mauá. Maringá é a mais simpática das três, e dona da "alameda gastronômica", uma ruazinha apinhada de bons restaurantes no lado mineiro da cidade. Inclusive o papai queria muito nos levar num tal de "le petit", restaurante famoso e recomendado, cujo dono se chamava "sapo carneiro". Sujeito muito bom de prosa, mas quase abri o berreiro ao sentir o cheiro de cigarro e cachorro molhado do lugar. Resultado: comemos em outro lugar bem pertinho uma ótima truta por um preço bem mais convidativo.



No dia seguinte papai foi com a mamãe conhecer a cachoeira do escorrega, bem próxima do nosso hotel. Pelas fotos que eles me mostraram o local é lindo, mas a água era gelada e ninguém tomou banho. Depois fomos conhecer um "trutário", local de criação das trutas que são um dos principais pratos da região, pena que o restaurante estava fechado. Não teve problema pois nos esbaldamos com uma comidinha mineira bem típica: tutu de feijão, pernil e torresminhos (menos eu...) Ah, e descobri que truta e salmão não são a mesma coisa, são apenas primos!







À noite papai levou mamãe para comer num restaurante excelente chamado "rosmarinus", onde ele disse que comeu o melhor risoto de sua vida. Enquanto eles se divertiam, eu me divertia mais ainda com os carinhos da vovó e do vovô, debaixo de cobertas bem quentinhas!



Olha, é incrível como aprendo cada dia mais coisas. Além das minhas mãozinhas, agora estou descobrindo os meus pezinhos! Fico olhando para eles e quando pego quero levar até minha boquinha, pareço marabalista!

Beijos para todos os meus leitores com saudades!!

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